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Título: A cultura da aceleração e da alta performance e seus impactos na busca de sentido na vida contemporânea
Autor(es): VIANA, MONIQUE
Santana., Katiuscia Carvalho de
Palavras-chave: aceleração;
alta performance;
burnout;
neuropsicologia;
sentido da vida.
Data do documento: 2025
Resumo: Este artigo volta-se à curiosa veneração contemporânea do desempenho, perguntando, com a sobriedade de quem já suspeita da resposta, como a cultura da aceleração e da alta performance impacta a busca de sentido na vida. A hipótese é simples, embora incômoda: na ânsia de produzir mais, o sujeito acaba por existir menos. O fazer torna-se métrica de valor, a atenção converte-se em recurso escasso e o descanso, quando ocorre, frequentemente é acompanhado por sensação de culpa. Analisa-se, nesse contexto, a tensão entre rendimento e significado, observando que a sociedade que mais mediu resultados é também a que mais se declarou cansada, vazia e distraída. Para compreender tal paradoxo, o estudo articula uma revisão crítica da teoria da aceleração e das reflexões sobre a sociedade do desempenho com a psicologia existencial de Viktor Frankl, conhecido por lembrar que quem perde o “porquê” sucumbe a quase qualquer “como”. Soma-se a isso as contribuições da neuropsicologia, que, menos simbólica e mais acelerada, demonstra o efeito da urgência crônica sobre atenção, regulação afetiva e fadiga. O fundamental objetivo é identificar de que maneira a lógica da produção pode contaminar a experiência contemporânea de sentido, deslocando o reconhecimento do ser para o fazer. Como objetivos específicos, investiga-se a noção de vazio existencial à luz das exigências da performance e examinam-se os impactos cognitivos e emocionais da aceleração segundo evidências neuropsicológicas. De caráter bibliográfico e interdisciplinar, a pesquisa busca oferecer não apenas diagnóstico, mas subsídios analíticos para práticas de cuidado de si, políticas de saúde mental e alternativas comunitárias de ressonância, palavra elegante para aquilo que antes se chamava simplesmente presença. Ao integrar sociologia, filosofia, psicologia e neurociência, o trabalho busca não salvar o século XXI, mas ao menos contrapor- se à sua pressa com maior lucidez.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3853
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