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Título: Paralisia do sono: o impacto emocional de um fenômeno invisível
Autor(es): SANTOS, NAÍZA CAROLINA FARIA DOS
Santana, Katiuscia Carvalho de
Palavras-chave: crenças culturais;
paralisia do sono;
psicoterapia;
sofrimento psicológico;
sono.
Data do documento: 2025
Resumo: Poucos fenômenos do sono são tão perturbadores quanto despertar consciente em um corpo imobilizado, acompanhado por sensações e alucinações que parecem reais. A paralisia do sono é uma parassonia associada à fase REM caracterizada pela incapacidade temporária de realizar movimentos voluntários durante a transição entre o sono e a vigília. A escolha do tema justifica-se pela relevância clínica, psicológica e cultural desse fenômeno, que pode provocar sofrimento emocional, ansiedade e comprometimento do bem-estar geral, sendo frequentemente interpretado de formas distintas conforme o contexto sociocultural. Este artigo tem como objetivo compreender a paralisia do sono de modo multidimensional, analisando seus aspectos fisiológicos, psicológicos e culturais, bem como identificar manifestações clínicas recorrentes e estratégias de manejo propostas na literatura. Para isso, realiza uma revisão bibliográfica de publicações científicas dos últimos dez anos, abrangendo estudos qualitativos, quantitativos e mistos sobre o tema. Os resultados apontam que a paralisia do sono está relacionada à persistência da atonia muscular da fase REM e à ativação de estruturas cerebrais ligadas ao medo, o que explica a ocorrência de alucinações e reações emocionais intensas. Verificou-se que as interpretações culturais exercem influência direta sobre a experiência do fenômeno, podendo intensificar o medo e agravar o sofrimento, como observado nas crenças sobre a Pisadeira, no Brasil, e o Kanashibari, no Japão. Além disso, a condição pode estar associada a ansiedade antecipatória, somnifobia e agravamento de transtornos psicológicos já existentes. Conclui-se que a compreensão da paralisia do sono exige uma abordagem clínica integrada, que envolva psicoeducação, higiene do sono, psicoterapia e, quando necessário, intervenção farmacológica. Dessa forma, o estudo contribui para ampliar o entendimento sobre o fenômeno e promover intervenções mais eficazes, humanizadas e sensíveis às diferenças culturais.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3851
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