Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3877
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributorFIGUEREDO, HAROLDO RODRIGUES-
dc.contributor.advisor1Costa, Gabriel Santos Dalla-
dc.date.accessioned2026-01-20T23:20:50Z-
dc.date.available2026-01-20T23:20:50Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3877-
dc.description.abstractO presente trabalho analisou criticamente o voto obrigatório no Brasil, abordando sua evolução histórica, fundamentos teóricos e impactos sobre a democracia contemporânea. Inicialmente, discutiu-se a construção lenta, restritiva e frequentemente excludente do sufrágio no país, marcada por limitações de gênero, renda, alfabetização e condição social, que por décadas impediram grande parcela da população de exercer o direito político fundamental ao voto. Somente com reformas graduais e com o fortalecimento do constitucionalismo democrático é que se consolidou a obrigatoriedade do voto como mecanismo de universalização da participação eleitoral. Em seguida, foram examinados os argumentos em defesa do voto compulsório, enfatizando sua contribuição para a legitimidade democrática, o aumento da representatividade social, a redução de assimetrias políticas e a ampliação da inclusão cidadã. Destacou-se que a obrigatoriedade pode promover maior diversidade na composição do eleitorado, estimulando uma participação mais equilibrada entre diferentes grupos socioeconômicos e fortalecendo a formação da consciência cívica. Ao mesmo tempo, o estudo identificou críticas significativas à obrigatoriedade do voto, como a restrição da liberdade de consciência, a limitação da autonomia individual e a possível redução da qualidade do voto, especialmente quando o comparecimento às urnas decorre mais da coerção legal do que do engajamento político genuíno. Também foi explorado o fenômeno do voto de protesto, materializado em abstenções justificadas, votos brancos, nulos ou escolhas aleatórias, como sinalização de descontentamento com o sistema político. Além disso, discutiu-se a ideia de tutela estatal, que pode inverter a relação entre soberania popular e Estado, ao transformar um direito político em imposição jurídica cuja justificativa nem sempre é consensual. O trabalho concluiu que o voto compulsório apresenta efeitos positivos e negativos, e sua eficácia depende da conjugação entre obrigatoriedade legal e políticas complementares de educação cívica, transparência institucional e estímulo ao engajamento político. Assim, a participação eleitoral deve ser compreendida não apenas como dever formal, mas como prática consciente capaz de fortalecer a democracia, promover a inclusão e transformar o cidadão em agente crítico e ativo dentro do processo político.pt_BR
dc.description.sponsorshipCentro Universitário FAEMA (UNIFAEMA)pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccesspt_BR
dc.subjectcidadania;pt_BR
dc.subjectdemocracia;pt_BR
dc.subjectliberdade de consciência;pt_BR
dc.subjectparticipação política;pt_BR
dc.subjectvoto obrigatório.pt_BR
dc.titleO voto obrigatório no brasil: garantia democrática ou restrição da liberdade?pt_BR
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesispt_BR
Aparece nas coleções:TCC - Direito

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
ARTIGO - HAROLDO RODRIGUES FIGUEREDO.pdf2.42 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.