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Título: Paternidade em crise: autoridade familiar versus amizade com os filhos
Autor(es): OLIVEIRA, KELBI DOS SANTOS
Bressan., Paulo Roberto Meloni Monteiro
Palavras-chave: autoridade familiar
cultura da permissividade
omissão paterna
paternidade responsável
relação pai e filho
Data do documento: 2025
Resumo: O presente artigo científico analisa a crise da paternidade contemporânea, evidenciando o conflito entre a autoridade familiar e a busca por vínculos afetivos pautados na amizade entre pais e filhos. O estudo tem como objetivo geral compreender como o pai pode equilibrar autoridade e afetividade na educação dos filhos, diante das transformações sociais e culturais da modernidade. De forma específica, busca-se examinar a evolução histórica da autoridade familiar no Brasil, a função educativa e moral do pai, os impactos da cultura da permissividade e os reflexos sociais e jurídicos da omissão paterna. A escolha do tema justifica-se pela crescente fragilidade das relações familiares e pela necessidade de repensar a paternidade como instrumento de formação ética e emocional das novas gerações. A problemática central consiste em identificar como o pai pode exercer sua autoridade sem comprometer o vínculo afetivo, garantindo o desenvolvimento integral da criança e do adolescente. O trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada em doutrinas jurídicas, sociológicas e psicológicas, além da análise de dispositivos legais, como a Constituição Federal, o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os resultados indicam que a tentativa de substituir a autoridade pelo afeto, típica da cultura da permissividade, gera insegurança emocional e compromete a formação moral e social dos filhos. Constatou-se que o exercício equilibrado da paternidade, baseado no diálogo, no exemplo e na responsabilidade, promove a autonomia, a consciência crítica e o desenvolvimento ético das crianças. Conclui-se que a paternidade responsável exige a superação do modelo autoritário e a valorização da autoridade familiar como corresponsabilidade parental, devendo o pai atuar como guia e referência moral. O equilíbrio entre autoridade e afeto mostra-se essencial para a consolidação de famílias estruturadas e para a formação de indivíduos conscientes, éticos e socialmente integrados.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3771
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