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Título: Transtorno disfórico pré-menstrual: impactos emocionais e intervenção cognitivo-comportamental
Autor(es): VIEIRA, DANIELI RAMOS
Santana., Katiuscia Carvalho de
Palavras-chave: ciclo menstrual;
transtorno disfórico pré-menstrual;
dsm-5-tr;
cid-11;
terapia cognitivo-comportamental;
saúde mental.
Data do documento: 2025
Resumo: O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é um transtorno depressivo distinto da Tensão Pré-Menstrual (TPM), reconhecido oficialmente pelo DSM-5-TR e também classificado no CID-11 sob o código GA34.41. Caracteriza-se por sintomas emocionais e cognitivos severos, como irritabilidade, tristeza profunda, ansiedade, fadiga e prejuízos de concentração, que comprometem a funcionalidade social, acadêmica e profissional. O presente trabalho teve como objetivo analisar a literatura nacional sobre o TDPM, discutindo seus principais sintomas, repercussões psicossociais e estratégias de enfrentamento psicológico, com ênfase na terapia cognitivo-comportamental (TCC) e na psicoeducação. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, contemplando estudos publicados entre 2006 e 2024 nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Periódicos CAPES. Foram incluídos artigos completos em português, inglês e espanhol que abordavam o TDPM de forma direta em seus aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos, sendo excluídos estudos duplicados, resumos de eventos e pesquisas focadas apenas na síndrome pré-menstrual (SPM) sem diferenciação clara. A análise evidenciou que o TDPM transcende a dimensão clínica, configurando-se também como um problema de saúde pública, em razão de sua associação com absenteísmo, queda de produtividade e conflitos interpessoais. Observou-se ainda que o desconhecimento sobre o transtorno contribui para diagnósticos tardios e reforça estigmas de gênero. Entre as estratégias de enfrentamento, a literatura destaca a TCC como abordagem eficaz na reestruturação de pensamentos disfuncionais e no fortalecimento de mecanismos de coping, enquanto a psicoeducação mostrou-se fundamental para ampliar a compreensão do transtorno, reduzir preconceitos e favorecer diagnósticos precoces. Conclui-se que o reconhecimento do TDPM como condição autônoma representa um avanço clínico e social, exigindo práticas em saúde mental mais inclusivas e sensíveis às especificidades de gênero.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3860
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