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Título: Infecções relacionadas à assistência à saúde em unidade de terapia intensiva: perfil epidemiológico, fatores associados e estratégias de prevenção.
Autor(es): SILVA, LAURA BEZERRA DA
Bruno, Kátia Regina Gomes
Palavras-chave: Enfermagem.
IRAS.
Prevenção.
Saúde.
Uti.
Data do documento: 2025
Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico, os fatores associados e as estratégias de prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Essas infecções configuram-se como um dos maiores desafios à segurança do paciente e à qualidade dos serviços hospitalares, sobretudo em contextos críticos, nos quais o uso de dispositivos invasivos e o tempo prolongado de internação aumentam a vulnerabilidade dos pacientes. A relevância do estudo justifica-se pela alta incidência das IRAS, seus impactos na morbimortalidade e os custos significativos gerados ao sistema de saúde. A revisão da literatura indica que as infecções mais frequentes em UTIs são a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), a Infecção Primária da Corrente Sanguínea (IPCS) e a Infecção do Trato Urinário (ITU) associada ao uso de cateteres. Estudos apontam forte relação entre essas infecções e a presença de microrganismos multirresistentes, como Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Staphylococcus aureus. Entre os principais fatores de risco, destacam-se idade avançada, comorbidades, ventilação mecânica prolongada, utilização de cateteres venosos e urinários, falhas na higienização das mãos e uso inadequado de antimicrobianos. A literatura aponta que a maioria dos casos de IRAS poderiam ser evitados mediante a adoção de práticas preventivas eficazes, como a aplicação de “bundles” de cuidado, higienização correta das mãos e vigilância epidemiológica ativa. Metodologicamente, trata-se de uma revisão integrativa com abordagem qualitativa e quantitativa. Os resultados evidenciam que a PAV é a infecção de maior prevalência, seguida pela IPCS e ITU. Pacientes com internações prolongadas e submetidos a procedimentos invasivos apresentaram maior risco para desenvolvimento de IRAS. A presença de cepas multirresistentes foi identificada em quase todos os estudos, reforçando a 1 Academica do 10° periodo, curso de Enfermagem, Centro Universitario UNIFAEMA, [email protected] 2 Professora Mestra no curso de Enfermagem, Centro Universitário UNIFAEMA, [email protected] 11 gravidade do problema. Observou-se também que instituições com programas de controle de infecção e capacitação contínua apresentaram menores índices de ocorrência. A discussão dos achados demonstra convergência entre dados nacionais e internacionais, apontando avanços, mas também falhas na adesão aos protocolos e na vigilância ativa. O atuação do enfermeiro é fundamental na prevenção e no fortalecimento das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Conclui-se que estratégias integradas, baseadas em práticas seguras, educação permanente e uso racional de antimicrobianos, são fundamentais para reduzir as IRAS e promover a segurança do paciente.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3894
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