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Título: A rede de apoio aos cuidadores familiares de pessoas com transtorno mental: desafios e perspectivas na contemporaneidade
Autor(es): MAYRINK, VITOR HUGO PEREIRA
Ramos., Elis Milena Ferreira do Carmo
Palavras-chave: saúde mental;
cuidadores familiares;
rede de apoio;
políticas públicas;
enfermagem.
Data do documento: 2025
Resumo: A rede de apoio aos cuidadores familiares de pessoas com transtorno mental constitui um com- ponente essencial da atenção psicossocial, representando um elo entre o cuidado prestado e o equilíbrio emocional, físico e social de quem assume a responsabilidade cotidiana por indiví- duos em sofrimento psíquico. O presente estudo teve como objetivo analisar os desafios, po- tencialidades e perspectivas da rede de apoio voltada aos cuidadores familiares, buscando com- preender seu funcionamento, efetividade e limitações no contexto das políticas públicas de saúde mental no Brasil. A relevância deste tema reside na crescente sobrecarga enfrentada por cuidadores, que, apesar de exercerem papel indispensável na reabilitação e inclusão social da pessoa com transtorno mental, permanecem à margem das ações de cuidado e do reconheci- mento institucional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada por meio de revisão bibliográfica de livros, artigos científicos e documentos oficiais publicados entre 2014 e 2024. As produções foram selecionadas a partir de critérios de rele- vância temática, atualidade e contribuição para a compreensão da realidade dos cuidadores familiares. A análise foi desenvolvida à luz da abordagem de conteúdo, permitindo identificar convergências entre as produções e apontar lacunas no conhecimento sobre o tema. Os resul- tados evidenciam que a rede de apoio ainda se mostra fragmentada, limitada e pouco acessível. A ausência de políticas públicas efetivas e a escassez de serviços estruturados resultam em vulnerabilidade emocional, física e social para o cuidador. Entre os principais desafios, desta- cam-se a sobrecarga de tarefas, a invisibilidade social, o preconceito, a falta de orientação téc- nica e a carência de acompanhamento psicológico. Por outro lado, observou-se que a presença de grupos de apoio, atividades comunitárias e acompanhamento multiprofissional contribui significativamente para o fortalecimento emocional dos cuidadores, promovendo trocas de ex- periências, ressignificação do cuidado e sensação de pertencimento. Conclui-se que o fortale- cimento das redes de apoio aos cuidadores familiares é uma condição indispensável para o aprimoramento da atenção psicossocial e para a consolidação da Reforma Psiquiátrica no Bra- sil. Faz-se urgente o investimento em políticas públicas intersetoriais que reconheçam o cuida- dor como sujeito de cuidado, garantindo-lhe acesso à informação, escuta qualificada e suporte contínuo. Promover a saúde mental de quem cuida é também garantir a integralidade do cui- dado e reafirmar o compromisso ético e humano da enfermagem com a vida, a dignidade e o bem-estar coletivo.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3906
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