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Título: Garimpo ilegal em rondônia: impactos socioambientais e a (in)eficiência do estado
Autor(es): SILVA, MAGNÓLIA VIEIRA DA
Persch., Hudson Carlos Avancini
Palavras-chave: Amazônia;
direito ambiental;
garimpo ilegal;
impactos socioambientais;
ineficiência estatal.
Data do documento: 2025
Resumo: O garimpo ilegal em Rondônia representa um fenômeno complexo que, além de comprometer os ecossistemas amazônicos, evidencia a incapacidade do Estado em garantir a efetividade das normas constitucionais de proteção ambiental. Este artigo tem como finalidade analisar os impactos socioambientais decorrentes da mineração clandestina no território rondoniense e examinar criticamente a (in)eficiência estatal diante desse quadro. A justificativa para a investigação reside na urgência em compreender a amplitude da degradação provocada pela atividade garimpeira e suas consequências sobre as comunidades ribeirinhas e indígenas, bem como na necessidade de avaliar o descompasso entre o robusto arcabouço jurídico brasileiro e a prática institucional, frequentemente marcada por omissões e respostas fragmentadas. A problemática que norteia a pesquisa pode ser sintetizada na seguinte indagação: por que, diante de instrumentos normativos avançados e de compromissos constitucionais e internacionais, o garimpo ilegal persiste e expande seus efeitos devastadores em Rondônia? Para tanto, estabeleceu-se como objetivo geral analisar as consequências socioambientais dessa prática e discutir os limites da atuação estatal, desdobrando-se em objetivos específicos voltados à reconstrução histórica do fenômeno, à identificação de seus principais impactos e à crítica da atuação pública. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa, de caráter descritivo e analítico, fundamentada em revisão bibliográfica, documental e na análise de dados oficiais e institucionais. Os resultados indicam que os danos socioambientais do garimpo ilegal são múltiplos e interdependentes: a contaminação mercurial ameaça a saúde humana e a biodiversidade, a devastação florestal compromete o equilíbrio ecológico e a expansão da atividade fortalece redes criminosas organizadas, acentuando a vulnerabilidade social das comunidades locais. A análise também revelou que o Estado brasileiro, apesar de dispor de legislação densa e alinhada a parâmetros internacionais, falha em sua efetividade por adotar estratégias pontuais, de caráter emergencial, que não alteram a lógica predatória. Conclui-se que o enfrentamento do garimpo ilegal em Rondônia exige não apenas a aplicação de sanções, mas sobretudo a reconstrução de políticas públicas integradas, contínuas e preventivas, capazes de articular proteção ambiental, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3867
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