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Título: As abordagens no autocuidado de pessoas com esquizofrenia
Autor(es): BARROSO, JHAN KARLA DE MIRANDA
Ramos, Elis Milena Ferreira do Carmo
Palavras-chave: adesão terapêutica.
autocuidado.
enfermagem psiquiátrica.
esquizofrenia.
rede de atenção psicossocial.
Data do documento: 2025
Resumo: Este artigo analisa intervenções de Enfermagem que promovem o autocuidado de pessoas com esquizofrenia na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com foco em autonomia, adesão terapêutica e segurança clínica. Trata-se de revisão bibliográfica qualitativa, descritivo- analítica, que delimita a lacuna entre prescrição e prática cotidiana e justifica a necessidade de diretrizes aplicáveis no território e centradas na pessoa. Objetivo geral: mapear intervenções efetivas de apoio-educação e coordenação do cuidado; objetivos específicos: identificar déficits de autocuidado prevalentes, descrever estratégias que favoreçam adesão e autonomia e discutir a aplicabilidade de referenciais de Enfermagem no processo de cuidado. O método incluiu buscas nas bases SciELO e PubMed (2020 a 2025), leitura crítica e síntese narrativa, com critérios de inclusão voltados a estudos que descrevessem participação da Enfermagem em desfechos de adesão, hábitos de vida e continuidade do cuidado. Os resultados apontam déficits recorrentes em manejo de medicação, higiene do sono, alimentação, atividade física e organização doméstica, além de barreiras cognitivas e autoestigma. Emergiram como estratégias efetivas: decisão compartilhada e simplificação posológica; lembretes e organizadores; psicoeducação com linguagem simples e metas graduais; oficinas terapêuticas e apoio entre pares; monitorização metabólica articulada à APS; e fluxos de referência- contrarreferência com plano único e responsabilidades definidas. A Teoria do Déficit de Autocuidado de Dorothea Orem mostrou-se útil para alinhar diagnóstico, metas funcionais e tipo de apoio proporcional (total, parcial, apoio-educação), orientando avaliação, planejamento, implementação e avaliação na RAPS. Conclui-se que combinar apoio-educação, coordenação do cuidado e monitoramento de indicadores funcionais é caminho promissor para ampliar autonomia e sustentar a adesão, recomendando-se institucionalizar o processo de Enfermagem com metas mensuráveis e reforços periódicos e avançar em estudos de implementação no contexto brasileiro.
URI: https://repositorio.unifaema.edu.br/jspui/handle/123456789/3897
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